Este grupo tem como foco os processos históricos de interacção entre pessoas e a natureza em diferentes contextos geográficos e temporais. Da Antiguidade ao mundo globalizado e industrializado, procura discutir e analisar alguns dos problemas mais prementes da nossa contemporaneidade ao integrar tópicos de estudo como a dependência alimentar e energética de recursos naturais e dos ecossistemas na longa duração; sincretismos religiosos e representações simbólicas da natureza; imperialismos e alteridades a partir de uma perspectiva global e conectada; intercâmbios artísticos, científicos e tecnológicos; circulação de matérias primas, produtos e objectos no mundo; interacções sistémicas entre comunidades e paisagens; aproximações à sustentabilidade e educação ambiental; disrupção ambiental e globalização ecológica.
No trabalho desenvolvido pelos diferentes investigadores do grupo procura-se, assim, integrar a evolução das sociedades em distintas realidades culturais (locais, tradicionais, indígenas, imperiais, globais, virtuais), distintos contextos geográficos e cronológicos, assim como distintos ecossistemas e realidades eco-culturais. Neste âmbito, as diferentes sociedades são analisadas enquanto parte integrante do mundo natural, assente nas relações com outras espécies, aqui reconhecidas também como agentes de interacções, mudanças e adaptações na construção de narrativas históricas.
Para debater os modos como a natureza moldou as sociedades humanas, e como estas a foram explorando e apropriando, o grupo «Ambiente, Interacções e Globalização» tem especial interesse em desenvolver reflexão sobre assentamentos; transferências religioso-culturais, rotas e trocas comerciais; globalização; imperialismo e colonialismo; apropriação; extrativismo; sustentabilidade e colapso; industrialização; conhecimento e tecnologia.